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E a transição capilar?

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Três meses se passaram desde que compartilhei com vocês que estava em transição capilar (veja aqui). Eu ia começar este texto dizendo que faziam três meses que havia começado minha transição capilar, mas daí eu lembrei que não, já fazem sete meses que nenhuma química encostou nos meu cabelíneos, e três meses que compartilhei com o mundo minha decisão. É sempre muito clichê dizer isso, mas o tempo passou tão rápido que quase não vi.

Nesses sete meses aprendi muitas coisas, mas o principal é que a transição capilar é muito mais do decidir parar de alisar os cabelos. É muito mais do que querer ter cachos. A transição é aceitação! Aceitação que vem de dentro pra fora. É se olhar por dentro para depois olhar através de espelhos. É olhar e ter orgulho de cada detalhe, seja do corpo, cabelo ou personalidade. A transição começa com uma decisão, muitas vezes difícil, e segue com a aceitação e orgulho de te-la feito. A transição é uma forma de amor.

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Foto tirada no dia 07 de maio 

Cinco meses tinham se passado desde o último alisamento químico e umas ondinhas de amor já começavam a se mostrar em meio a todos os fios quimicamente tratados.

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Foto tirada no dia 28 de junho

A diferença da primeira foto pra essa é de um mês e pouco e já dá para notar a diferença dos cachos. Primeiro porque meu cabelo cresceu bastante neste período e segundo porque eu havia feito uma finalização com creme de pentear.

Meio liso, meio enrolado. Meio fofa, meio trouxa. Meio Sara, meio Jane.

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Bom, as fotos não são muito bonitas ou de boa qualidade, mas eu queria muito compartilhar esse crescimento do meu cabelo na transição. Esse mês vou tirar outra foto e na fé de Jesus vai ser em um lugar que não seja o banheiro. Oremos!

Além das fotos eu também queria compartilhar esse sentimento de aceitação que desenvolvi nesses sete meses. Isso pra mim é o mais importante e é a mensagem que eu queria deixar hoje.

Entrem em transição. Se aceitem, se amem, se permitam a mudanças. 

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Dica do dia #03 – teste de porosidade

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Não sei se vocês sabem (isso soou tão estranho), mas a miga aqui está em transição capilar. Meu Deus, o que é isso? Eu explico! É abandonar a química no cabelo e aceitar o cabelinho natural. Isso significa não realizar mais nenhum tipo de química e automaticamente ter a raiz do cabelo natural e o resto alisado, isso até ele ter um bom comprimento para cortar e então fazer o tão sonhado big chop. Que nada mais é do que cortar todo o resto de cabelo com química.

Explicado o que é transição capilar eu volto ao tema principal do post, o teste de porosidade do cabelo. Quando você entra numa transição capilar é preciso ter um cuidado extra com o cabelo, isso significa seguir um cronograma capilar, tipo uma rotina semanal de cuidados. Estes cuidados são divididos em 3 necessidades que os fios precisam: Reconstrução, Nutrição e Hidratação. Eu vou criar um post explicando certinho o que é o cronograma capilar, mas vou explicar rapidinho o que é cada coisa. Reconstrução é repor a massa e queratina dos fios. Nutrição é repor os óleos. E hidratação como o nome já diz, é hidratar, ou seja, repor a umidade e nutrientes dos fios.

No post do cronograma capilar vou ensinar algumas receitas caseiras de reconstrução, nutrição e hidratação para cabelos. Segurem estas marimbas que já já publico.

Voltando ao teste de porosidade, jesus que enrolação para chegar nisso, haha.  O teste nada mais é do que descobrir o que seus cabelinhos estão precisando. Seja reconstrução, nutrição ou hidratação. Eu li muito sobre o cronograma capilar e ficava muito confusa tentando descobrir o que os meus fios precisavam, porque só de olhar e tocar eu não sabia definir. Vocês também sentiram isso?! Daí eu vi no instagram esse teste MARA de porosidade e meu olhos brilharam.

É ou não é para amar quem inventou isso?

Eu precisava muito compartilhar com vocês esse achado, mas acabei enrolando demais e criando um textão. Perdoa e não desiste de mim!

Dica do dia #01- Co-wash

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Faz tempo que o blog deixou de ser um espaço de dicas e passou a ser uma espécie de diário pessoal. E eu não acho que isso tenha sido um problema, não mesmo. Até porque eu criei um blog para ter um lugar onde pudesse me expressar e compartilhar as coisas que gosto. E essa parte de textos, que anda muito frequente por aqui, é uma forma de expressão, uma forma de fuga.

Mas eu sinto falta do que me motivou inicialmente a criar o blog, que é a dica. A dica amiga. Por isso, eu criei forças do fundo do meu – poço – interior e separei um espaço do meu tempo para atualizar uma nova tag, a dica do dia. Como ela vai funcionar? Simples, todo dia vai ter uma dica amiga. Vai ser de qualquer assunto, bem geral mesmo. É tipo um espaço onde eu vou compartilhar algo que aprendi no dia. Todo dia aprendemos alguma coisa, não é mesmo?!

Para começar, gostaria de compartilhar a técnica co-wash. Qq isso, sinhô?! Calma, eu vou tentar explicar, porque eu aprendi hoje, então também não sei muito bem.

Como eu disse no último post, estou em processo de transição capilar, o que significa que estou deixando meu cabelo natural crescer e automaticamente perdendo a química que acumulei durante 5 anos. Assim, é preciso um novo tipo de tratamento durante este processo. Pesquisando encontrei diversas meninas que também estão ou já terminaram a transição capilar, e junto com elas encontrei muitas dicas incríveis.

Uma delas foi a técnica co-wahs, que nada mais é do que lavar o cabelo somente com condicionador. No começo é assustador pensar nisso, porque crescemos aprendendo que é preciso passar shampoo e depois o condicionar e só assim teremos um cabelo limpo. Maaaaaaaas (voz do LubaTV), é possível sim lavar o cabelo só com o condicionador e obter um bom resultado, desde que seja com o produto certo.

“O produto deve ser isento de parafina líquida, silicones e derivados do petróleo em geral –ingredientes muito comuns nos cosméticos e que criam uma “capa” sobre o fio. É justamente por causa de tais proibições que quem adere à técnica costuma se tornar expert em ler rótulos, para se certificar de que o produto é liberado.”  UOL, MULHER

Eu ainda não sei muito sobre a técnica, por isso vou deixar alguns links e vídeos onde vocês irão entender mais, assim como eu.

Esta linda aí se chama Mari Morena e sabe tuuuuudo sobre o co-wash e cachos. Chega a ser assustador, de uma forma boa, é claro. ~Haha~ Recomendo muito que entrem no canal dela porque tem vários vídeos sobre o assunto.

Sobre os produtos para o co wash, pelas minhas pesquisas encontrei os seguintes:

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  1. Yamasterol: R$ 5,99
  2. Elsève Liss Intense (L’oréal): R$ 15,59
  3. Phytoervas – Antiqueda: R$ 19,90
  4. Surya Brasil: R$ 15,00
  5. Stop queda da Garnier Fructis : R$ 6,99

Fontes: The Black Cupcake | No Patio.

Eu ainda não testei porque não tenho nenhum condicionador que seja liberado, mas assim que comprar um farei o teste e volto para contar para vocês. Combinado?

Seja bem-vinda, transição capilar

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Fazem mais de 5 anos que aliso meu cabelo e até então isso fazia parte da minha rotina. Duas vezes ao ano eu precisava ir até minha cabeleireira para retocar a raiz, desembolsar em média 180 reais a cada ida e perder, no mínimo, 4 horas do meu dia. A parte mais difícil sem dúvida era o dinheiro, sempre foi. Eu parcelava em 2 e até em 3 vezes se fosse possível e passava todos esses meses pagando enquanto meu cabelo crescia e eu me desesperava ao saber que precisava fazer tudo de novo. Essa foi minha rotina durantes todos esses anos. Foi!

Antes de chegar na parte em que decidi parar de alisar meu cabelo e entrar numa transição capilar, preciso contar um pouquinho sobre o motivo de ter começado a alisar o cabelo.

Porque decidi alisar o cabelo

Eu sempre tive cabelo liso e pelo o que eu me lembre nunca tive problemas com isso, na verdade eu nem tenho lembranças do cabelo liso. No início da minha adolescência, provavelmente por causa dos hormônios, meu cabelo foi desenvolvendo uma nova textura. Não era enrolado, cacheado e nem crespo. Era um cabelo sem forma e isso me incomodava muito. Era um problema enorme para minha autoestima porque eu não me sentia bem. Eu sempre deixava amarrado num rabo de cavalo ou num coque, e por um bom tempo esses foram os penteados da minha vida.

Até que um dia, depois de juntar um sofrido dinheiro, minha vó pagou um alisamento definitivo para meus cabelos. Eu esperei muito por aquilo e foi um dia muito feliz. Eu tinha os cabelos que sempre quis, podia deixar solto sem me preocupar com nada.

Durante o processo de alisamento, as 2x por ano que precisava retocar, passei por vários profissionais e adquiri algumas histórias e desastres para contar. Como por exemplo o dia que resolvi economizar dinheiro e ir num profissional mais barato. Teria sido uma ótima ideia se não fosse pelo fato do meu cabelo ter caído e ficado uma parte bem grande da raiz ao estilo “raspado”. Segundo a profissional, foi culpa do estresse e dos hormônios. Tá bom!

Demorei um tempinho até achar um profissional que fosse bom e que cobrasse um valor justo pelo trabalho, que não é nada fácil. Achei e passei boa parte dos anos de alisamento definitivo fazendo com ele. Ela no caso, minha querida Fran do salão Pérola Negra.

Meu último retoque foi em dezembro do ano passado quando eu cheguei a cogitar a ideia de parar de alisar o cabelo, mas desisti pelo fato de estar a poucas semanas de ir viajar e não ter tempo para cuidar do cabelo. E também porque descobri que uma transição capilar poderia durar até 2 anos.

Porque decidi PARAR de alisar o cabelo

Este ano senti que algo estava errado e comecei a me questionar sobre isso. Comecei a ter curiosidade em saber como é meu cabelo ao natural. Eu nunca soube, nunca deixei ao menos ele tentar se apresentar para que eu pudesse gostar. E não é justo comigo e nem com ele tal atitude. Por isso, e também pelo fato do meu cabelo ter começado a cair absurdamente, talvez porque ele esteja cansado de tanta química, decidi parar e aceitar quem eu sou.

Todo mundo diz que o primeiro passo é a aceitação, então eu acho que já comecei bem. Comecei aceitando que não tenho cabelos lisos e que eu gostaria muito de descobrir meus cachinhos e amá-los, tanto como eu amava os fios lisos. E comecei a aceitar que está por vir uma longa e difícil trajetória de transição capilar.

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Já foram 4 meses desde meu último alisamento, o que resultou em uns 3 a 4 dedos de raiz natural. Alguns cachinhos que estão abrindo seus olhinhos e querendo ver o mundo. Confesso que fico emocionada toda vez que olho para aqueles fios que já sabem o que querem da vida. É meio bobo, eu sei. Mas ontem mesmo eu fiquei admirando em frente ao espelho como eles já estão criando forma e onda.

Eu sei que o processo é muito longo e também sei que não vai ser de um dia para o outro que terei um cabelo comprido, enrolado e natural. E isso me incomoda um pouco, confesso. Mas espero manter a empolgação e toda esta força de vontade nos próximos meses e, futuramente, voltar aqui com um lindo texto e fotos dos meus cabelos naturais.