Um antes e depois sem emagrecimento – tá, quase sem

~Com força de vontade e a pílula emagrecerol eu consegui alcançar meus objetivos! Brincadeirinha, não é um antes e depois de emagrecimento. É um texto serião!~

sara

Ontem tive o prazer (sim prazer) de rever uma foto de 4 anos atrás e parar para pensar o quanto mudei. Fisicamente, mentalmente, espiritualmente e emocionalmente. Em 2012 eu era apenas uma adolescente sonhadora que não sabia o que queria, como queria e porque queria. Tinha acabado de sair do ensino médio, este que nunca havia me encaixado, e não sabia que rumo tomar. Afinal, eu tinha apenas 16 anos, como tomar decisões tão importantes nesta idade?! Por obra do destino e de Deus o primeiro caminho trilhado foi a faculdade que faria. Não foi uma escolha, confesso! Foi meio que jogado na minha cara. Entrei na tal faculdade e fui aos poucos tentando me encaixar. Uma garota tímida fazendo jornalismo. Era engraçado!

Os dois primeiros anos de faculdade foram normais. Eu ainda era a garota tímida fazendo coisas de garota tímida. Foi somente em 2014 que realmente minha vida mudou. Descobri que era capaz de muitas coisas se deixasse de ser a garota escondida por trás da vergonha. E posso garantir com toda certeza do mundo que foi a melhor coisa que fiz. Em 2014 percebi que era capaz de amar, descobri minha sexualidade, amadureci, abracei responsabilidades enormes e confirmei que a vida é muito mais bonita se você se permitir. E não tenho vergonha alguma de dizer isso aqui abertamente. Foi somente em 2014 que comecei a viver! Foi um ano maravilhoso, o melhor da minha vida, confesso.  E vou te contar uma coisa, neste ano não aconteceram só coisas boas, mas mesmo assim ele se tornou o melhor. Espera que vou te deixar um pouco a par da história.

Foi em 2014 que estive a minutos de me afogar num alagamento e que também presenciei uma casa e uma história sendo perdida em meio a água. Foi em 2014 que fui comer um simples x-salada e o estabelecimento pegou fogo a poucos metros de mim. Foi em 2014 que fui demitida do emprego que eu achava ser minha segunda família. Foi também neste ano, minutos depois da demissão aliás, que bati o carro. Ah, foi também em 2014 que fiquei totalmente sem dinheiro para pagar um aluguel e comecei a entrar num pequeno buraquinho de dívidas. E por fim, foi em 2014 que perdi um amigo que fazia meus dias de faculdades chatos e monótomos se transformarem em felizes e encantadores. Um ano cheio de altos e baixos, não é? Mas mesmo assim o melhor da minha vida.

Já o ano de 2015 começou bem e eu até cheguei a acreditar que ele seria melhor que o anterior, porém a função dele não era ser o melhor, então já sabe…deu merda! Vamos dizer que este ano foi aquele em que você para e pensa: puta que pariu, eu não aguento mais! Este sim é o ano que não queria entrar em detalhes, mas para este texto fazer sentido precisarei contar, meio que por cima, o porque 2015 foi tão marcante na minha vida.

Bom, posso dizer que foi nele que me tornei a pessoa que sou hoje. A mesma menina sonhadora do começo deste texto, porém com alguns ajustes da vida. Foi no ano de crise que eu entrei em crise. Pode parecer engraçado, e eu até ri agora, mas é sério. Tudo começou com um fim, estranhamente essa frase de efeito fez mais sentido do que metade do que escrevi até agora. Porque foi no fim de um relacionamento, depois de meses achando que eu não aguentaria suportar aquela sensação e dor no peito, que comecei novamente a viver. Sei o quanto é patético sofrer por amor e sei que você já está cansado de ler ou escutar pessoas sofrendo por amor. Mas quando você realmente se coloca no lugar de um sofredor ou no caso você é ele, entende que nenhuma lágrima, lamentação ou desespero é mentira.

Em 2015 eu realmente achei que não teria mais forças para continuar, juro que não foi drama e muito menos ceninha. Me desculpe se você que está lendo isso precisou presenciar este momento da minha vida. Mas realmente eu achei que não lidaria com aquilo. Mas eu lidei! Orgulhosamente eu digo que lidei. E mais, não só lidei como me transformei na Sara de hoje. Mais decidida, forte e capaz de suportar um coração partido.

Se você me perguntasse se eu mudaria tudo isso e voltaria em 2014 – o ano mais feliz da minha vida – ou pulasse 2015 – o ano mais foda da minha vida -, eu responderia que não. Se eu sou o que sou hoje é porque vivi tudo isso. Se eu não deixo mais de fazer as coisas por medo ou insegurança é porque lá em 2014 eu descobri que era capaz e que me surpreenderia com o resultado. E se agora eu sou forte e decidida é porque em 2015 eu sofri o suficiente para perceber que momentos ruins acontecem para nos fazer crescer e amadurecer.

Então, depois deste texto de 10 metros eu posso garantir uma coisa: eu mudei e tenho muito orgulho de quem me transformei hoje.

Se você conseguiu ler este texto até o final, perdoa minha enrolação e não desiste de mim.

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